São Paulo Setecentista

DIVERSÕES

Aí por volta de 1773, São Paulo não tinha nenhum jardim público. E o único lugar onde um pacato cidadão podia passear quase lhe foi surrupiado. Uma senhora, d.Maria de Azevedo Silva consegue da Câmara a concessão de cinco braças de frente com catorze de fundo para o rio Tamanduateí. Imediatamente,a felizarda começou a murar as catorze braças de frente.
Então, a coisa pegou feia. O lugar, no espigão e baixadas da Tabatinguera (hoje rua Tabatinguera) era o único ponto de passeios da cidade. Tomando as dores dos seus munícipes, os edis, após a vistoria “acharam e acordaram que em semelhante paragem não devia ser admitida tal obra, não só por ser no logradouro público desta cidade e o único recreio e divertimento do povo desta cidade” e por “ser logar onde se costuma tirar saibro para todas as obras desta cidade e juntamente ter a dita mulher feito devasso todo aquele rio onde várias pessoas particulares vão lavar-se e tomar seus banhos e outras pessoas pobres lavar suas roupas”.
O paulistano também podia divertir-se nas festas religiosas, em comemorações especiais, ou na visita ou chegada de algumas autoridades como ouvidores, prelados, desembargadores, governadores etc. Realizavam-se quatro procissões anuais, todas bancadas pela Câmara Municipal. as de São Sebastião, do Corpo de Deus, de Santa Isabel e do Anjo Custódio. A mais antiga das festas a que se tem notícia era a do Corpo de Deus.


VOLTA - SÃO PAULO ANTIGO

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