| onononon
ononon
|
|
Chácara Água Branca
O nome Água Branca não designava só a área do atual bairro e sim toda uma região que se espraiava por Pinheiros e era cortada pelo rio do mesmo nome, à altura do Pacaembu. No espaço hoje ocupado por Cerqueira César existia a grande Chácara da Água Branca.
Com a maior definição dos limites entre os bairros, o uso generalizado do nome Água Branca começou a gerar confusão. Porisso, a Chácara Água Branca, depois do seu retalhamento, ganhou o nome de Água Branca dos Pinheiros. Entretanto, mesmo após o surgimento da Vila Cerqueira César, muitos pinheirenses continuavam a chamar a área apenas por Água Branca.
Jabuticabeiras
Na primeira de suas duas viagens a São Paulo, em 1819, o botânico francês August Saint Hilaire visitou a Chácara da Água Branca, pertencente então a Joaquim Roberto de Carvalho. Saint Hilaire escreve que a casa da chácara estava construída ao fundo de um grande pátio cercado por uma grade de madeira, pela parte da frente e por muros, dos lados. Havia uma linda capela, ele conta, e muitas plantações de laranjeiras, pessegueiros, jabuticabeiras e outras frutas.
Vinho
Algumas décadas mais tarde, a Chácara da Água Branca passou também a produzir uvas. Fazia séculos que não acontecia em São Paulo. No início de sua história, a cidade viu florescer vinhedos ao seu redor e a fabricação de vinhos era comum.
Com o tempo, porém, os vinhedos paulistanos sumiram misteriosamente até que em 1873, uma plantação vingou na Chácara Água Branca. E de Pinheiros, o vinho jorrou novamente para São Paulo.
Sede
A sede da Chácara Água Branca dos Pinheiros ficava na atual rua Cônego Eugênio Leite onde está o Colégio Santa Luzia. Ali havia uma capela sob a proteção de Santa Luzia. Porisso, muito pinheirense também chavama aquela área de Santa Luzia.
|