A rua de São Bento (1905)

Na rua de São Bento, no limiar do século XX, se localizavam numerosas lojas importantes, vários cafés e algumas confeitarias muito freqüentadas, além de modistas afamadas e dos hotéis preferidos pelos forasteiros; entre estes, salientava-se o Grande Hotel, cuja instalação e cuja boa cozinha o colocavam à altura dos melhores congêneres da Europa.
A rua de São Bento, que se concluía, como o faz ainda hoje, no largo do mesmo nome, ia formar, na confluência com a rua Direita (onde ainda não existia a praça do Patriarca) o célebre e decantado setor denominado Quatro Cantos, onde se localizavam o Hote1 de França, o Café Acadêmico, a chapelaria de João Adolfo Schristzmayer e o importante "magazine" La Ville de Paris.
A estampa apresenta a rua de São Bento, tal como era em 1905.
Aparece, em primeiro plano, um dos celebérrimos quiosques, que, naquele tempo, constituíam parte integrante do panorama citadino da capital.
Quase sempre pertencentes a lusitanos, os quiosques faziam forte concorrência aos botequins e casas de pasto. Nêles se vendiam todos os comes e bebes: canas e vinhos do Reino, café e pingados, batidas, caipirinhas, rabos-de-galo e, principalmente, acompanhadas de toda sorte de frituras, a cerveja, a célebre cerveja Antarctica, que, no começo do século XX, já se havia firmado como sendo a predileta dos paulistanos .
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