Largo do Paissandu (1908)

Primitivamente, o 1argo Paissandu chamou-se praça das Alagoas; depois, na planta da cidade, elaborada por Carlos Bresser ( 1841 ), o logradouro aparece com a designação de Tanque do Zuniga; mas, na planta de Carlos Rath (1868), já figura com o nome atual.

Nos primórdios do século XX, o largo Paissandu era um dos pontos principais da vida noturna de São Paulo. Durante o dia, não passava de simples praça, com as suas lojas funcionando pacatamente: depósitos de artefatos de louça, oficinas de ferreiro, o atelier de coletes das irmãs Russo, o Restaurante Carlino, a Padaria Central etc. Mas, à noite, tudo mudava: grupos de estudantes, gente de teatro, artistas, mundanas, desordeiros e vagabundos perambulavam por ali. Havia um rinque de patinação, mais tarde transformado no Mouin Rouge - saudosa casa de espetáculos, no gênero café-concerto, e que, na época, preencheu brilhantemente a finalidade para a qual foi criada.
Completando o cenário tipicamente boêmio do largo Paissandu, no lado da então rua de São João, costumava estacionar, fazendo ponto até altas horas, cerca de uma dezena de carros de praça, salientando-se, entre os seus cocheiros, o popular Garibaldi, velho italiano de longas barbas, amigo de todos, e paciente como ninguém para com os retardatários e beberrões.


Nasce uma Metrópole - SÃO PAULO ANTIGO

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