O Mosteiro de São Bento (1909)

Em 1598, chegou, à vila de São Paulo de Piratininga, frei Mauro. Teixeira, monge beneditino, com a incumbência de fundar um mosteiro para sua Ordem. E, no esporão norte da colina, onde estava desenvolvendo-se a vila, frei Mauro deu início à construção de modesta capela.
O fato muito alegrou os paulistanos, e, em 1600, a Câmara doou, à Ordem dos Beneditinos, a área em derredor da capela, passando-lhe carta de chãos, em doação perpétua, até o fim do mundo.
Alguns anos depois o largo em frente foi cenário de importantes acontecimentos históricos, salientando-se a tentativa, que se fêz, pelos homens bons da vila, no sentido de se aclamar Rei de São Paulo o seu então ouvidor e capitão-mor, Amador Bueno da Ribeira, que, energicamente, recusou a tentadora oferta, refugiando-se na igreja de São Bento.
Mais tarde, em 1664, Fernão Dias Paes, o grande bandeirante paulista, que, por sua conta, havia reedificado, em 1650, o templo beneditino, dali partiu com os seus sertanistas, rumo às lendárias serras de Sabarabuçu e Itaberá.
Em 1766, o abade Frei Ângelo do Sacramento resolveu terminar as
obras do mosteiro, tendo trabalhado, na execução das portas de cantaria,
o mestiço Tebas. A torre, no entanto, só pôde ser concluída em 1860.
É com o aspecto arquitetônico, que veio desse tempo, que a estampa ao lado apresenta a igreja e o mosteiro de São Bento, em 1909, ano em que se verificou a sua demolição.
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