Primeiros Parques e Jardins
de São Paulo

(O parque Antarctica)
(III)

O Parque Antarctica, tanto pela sua excelente organização, como pelas várias atrações que oferecia, era muito freqüentado principalmente aos domingos e feriados, o que chamava a atenção dos viajantes ilustres que por São Paulo passavam. Um dêles, o francês Pierre Denis em seu livro O Brasil no século XX, publicado em 1908, assim se reporta: Aos domingos, uma grande multidão procurava esse jardim público. Outro escritor, Paul Walle, numa das páginas de Au pays de l'or rouge, também se referiu ao Parque Antarctica, elogiando a ini ciativa de que resultou a sua criação.

Um interessante cartaz, litografado e publicado na época, pela Companhia Antarctica Paulista, sob o título PARQUE ANTARTICTA — GRANDE RECRElO PAULISTA, apresentava sugestivos aspectos do logradouro: a fábrica de cerveja, adjacente; o bosque, para pique-niques; o concorrido bar (reproduzido na gravura acima); o restaurante; os pavilhões rústicos; o stand de tiro ao alvo; o campo de esportes; o lago; o hipódromo mecânico; o parque infantil; o cinematógrafo etc.
Oferecendo tais atrativos, o Parque Antarctica, dos primórdios do século XX, ficou indelevelmente marcado na lembrança dos inúmeros paulistanos, que, nas luminosas tardes de domingo, para ali acorreram, à cata de divertimentos sadios e agradáveis.


Nasce uma Metrópole - SÃO PAULO ANTIGO

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