A Rua 15 de Novembro (1892)

Em 1892, a rua 15 de Novembro, que Capamente se chamou Manuel Pais de Linhares, do Rosário e da Imperatriz, já era uma das três mais importantes e movimentadas da capital paulista.
Constituía, juntamente com a rua Direita e a rua de São Bento, o célebre TRIÂNGULO, considerado a tradição máxima de São Paulo fim-de-século.
O Triângulo estava no apogeu de sua fama e fornecia assunto perene para as crônicas elegantes daquele bom tempo em que a vida da cidade ainda decorria sob o ritmo marcado pelo rodar dos bondinho a burro, os veículos coletivos mais característicos da Paulicéia.
A rua 15 de Novembro era o centro da vida comercial e mundana; nela se localizavam as melhores joalherias, as lojas mais chiques, as modistas mais afamadas, quase sempre ostentando nomes franceses nas suas tabuletas.
Sem dela sair, uma senhora, ou um cavalheiro, encontrava o necessário para que se apresentasse no rigor da moda de Paris.
Ver as vitrinas das suas lojas feéricamente iluminadas a eletricidade, tomar gelados em suas confeitarias, ou então, saborear, nos cafés, uma xícara de rubiácea, ou ainda, um copo de Bavária — a cerveja predileta dos paulistanos daquele tempo — constituíam hábitos regulares, que traduziam requinte e elegância.
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