O Convento e a Igreja do Carmo (1927)

A fundação do Carmo, de São Paulo, data de 1592, ano em que frei Antônio de São Paulo Pinheiro solicitou, dos edis paulistanos, autorização para a sua construção. Graças à ajuda de Afonso Sardinha, que, em seu testamento, feito naquele mesmo ano, deixou, à Ordem dos Carmelitas, a importância de "cinco cruzados de esmolas", frei Antônio pôde levantar o seu templo.
Ao seu lado, mais tarde — conta Leonardo Arroyo — foi erguida a igreja da Venerável Ordem Terceira do Carmo, templo paulistano dos mais ricos. Corroborando essa afirmativa Antônio Egídio Martins se refere ao fabuloso roubo que lá se deu, em 1867, quando os ladrões levaram uma coroa de ouro, brincos, adereços e pulseiras de pedras preciosas, caixilhos de ouro e barras do mesmo metal.
Em 1928, o governo do Estado desapropriou o Convento e a Igreja do Carmo, pagando, à Ordem dos Carmelitas, a importância de 4.500 contos de réis. Ficou lá, permanecendo até hoje, apenas a Igreja da Venerável Ordem Terceira.
A estampa apresenta o convento e as igrejas, pouco tempo antes da sua demolição, vendo-se, também, o muro de arrimo do jardim que a1i existia, construído no tempo do presidente João Teodoro Xavier.


Nasce uma Metrópole - SÃO PAULO ANTIGO

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