A Rua 15 de Novembro (1929)

Até 1929, antes da crise mundial provocada pelo "crack" da Bolsa de Nova York, acentuada mais ainda, no Brasil, pelo malogro do plano de valorização do café, São Paulo desfrutava uma situação econômica estável, oriunda de diversos fatores. Figuraram, entre estes, a formação do seu parque manufatureiro, decididamente impulsionada, mais de dez anos antes, pelo deflagrar da Grande Guerra de 1914-1918; o incremento da lavoura cafeeira, que se estendeu pelas zonas oeste e noroeste; a entrada de levas consideráveis de imigrantes; o desenvolvimento das transações imobiliárias; a abertura de estradas de rodagem; o prolongamento das linhas férreas etc.
O resultado de tudo isso se refletia, então, na fisionomia das ruas da Capital - ruas que dia a dia se tornavam mais movimentadas, ostentando prédios altos, construídos com bom gosto.
Sobressaía, entre tais ruas a de 15 de Novembro, onde se localizavam grandes estabelecimentos bancários, casas de câmbio, escritórios comerciais etc.
A estampa focaliza um seu aspecto, apanhado em 1929, num dia de feriado nacional, com os bancas e os escritórios fechados, e o trânsito de veículos muito diminuído.
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