A Rua Boa Vista (1945)

Antigamente, a rua Boa Vista não tinha ligação com o pátio do Colégio; separava-os um barranco íngreme, em cujo fundo passava a rua Municipal (hoje ladeira General Carneiro).
Partindo do largo de São Bento, a rua Boa Vista dobrava à direita, indo terminar na rua 15 de Novembro, sendo o seu trecho final conhecido, então, por travessa Boa Vista.
Na velha rua Boa Vista funcionaram alguns dos mais antigos teatros da Capital: o Provisório, o Paulistano de Variedades, o Minerva, o primeiro Sant'Ana, o Apolo e o Boa Vista. Outros estabelecimentos também ali marcaram época, destacando-se o Consulado Francês, a casa de banhos de Evaristo de Andrade, o escritório da Companhia Paulista (este na travessa,) , e vários hotéis famosos, como o do Oeste, o Brasil-Itália, e o Grande Hotel Paulista.
Em 1911, antes de terminar a sua gestão, o prefeito Antônio Prado entregou, ao governo do Estado, o plano de remodelação do centro da cidade, em que figurava a célebre solução perimetral para desafogar o trânsito do Triângulo, entreligando a rua Líbero Badaró, o largo de São Francisco, a rua Benjamin Constant, o largo da Sé, o pátio do Colégio e a rua Boa Vista. Esse plano foi o que deu origem à construção do Viaduto Baa Vista, pondo em comunicação a rua BoaVista com o pátio do Colégio.
A estampa mostra a rua Boa Vista, em 1945, contemplada do pátio do Colégio.


Nasce uma Metrópole - SÃO PAULO ANTIGO

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