O Parque Anhangabaú (1953)

Nos séculos passados, não exitia o parque Anhangabaú; quase todo o vale do rio do Diabo — com exceção dos largos do Bexiga e o da Memória, entre si ligados pela ponte do Lorena — era ocupado apenas por algumas chácaras e hortas.
Durante as horas do dia, escravos carregadores de água, tropeiros que procediam de Pinheiros ou de Santo Amaro, fiscais que, na ponte do Lorena, arrecadavam os impostos de entrada, e gente do povo que perambulava de um lrgo a outro, animavam aquelas paragens. A noite, porém, tudo ali era sinistro, mal afamado; pessoas que tinham amor à vida evitavam passar por aquele setor.
Mais tarde, com o correr do tempo, foram surgindo, no sopé do morro do Chá, as primeiras residências, formando a rua Formosa; em 1892, o vale foi cruzado pelo viaduto do Chá; mas as chácaras ainda persistiram.
Finalmente, quando o Barão Duprat foi prefeito de São Paulo ( 1911 a 1914), os urbanistas Bouvard e Cochet planejaram. o ajardinamento de toda aquela área, transformando-a no formoso e decantado parque Anhangabaú — a sala de visitas da cidade — como se dizia na época.
Na estampa ao lado, aparece uma vista parcial do atual parque Anhangabaú, com o monumento a Carlos Gomes no primeiro plano; em seguida, a estátua de Rui Barbosa; depois, o viaduto do Chá; finalmente, os arranha-céus da ladeira dr. Falcão Filho e da rua Líbero Badaró.
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