A Ladeira de São João (1953)

Os prefeitos que São Paulo teve, nos primeiros decênios do século XX — Antônio Prado, Raimundo Duprat e Washington Luís — assinalaram indelevelmente as suas gestões com a realização de obras de vulto, procurando melhorar a fisionomia urbana da capital, no afã de colocá-la ao nível dos grandes centros do Velho Mundo e da América do Norte.
O alargamento da ladeira de São João foi obra de Duprat (1911-1914), que incumbiu dois exímios urbanistas, Cochet e Bouvard, de traçar um plano de remodelação da cidade, no qual também se incluía o ajardinamento da várzea do Carmo e o do vale do Anhangabaú.
Com o alargamento, a tradicional ladeira muito progrediu, pois novos sobrados substituíram aqueles que datavam, ainda, de quase um século antes.
Em 1921, o Comendador Martinelli iniciou, ocupando a esquina da ladeira com as ruas de São Bento e Líbero Badaró, a construção do que ao seu tempo foi o maior edifício da América Latina, e que, com os seus vinte e quatro andares, integrou, por muitos anos, um motivo de orgulho dos paulistanos. Mais tarde, em 1939, na Praça Antônio Prado, bem no eixo da ladeira, surgiu o prédio do Banco do Estado — o arranha-céu mais alto da Capital, que destronou o "Martinelli"; mais recentemente, bem em frente a este último, levantou-se o majestoso edifício do Banco do Brasil
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