São Paulo de Hoje (1954)

Antes, até meados do século XIX, São Paulo era aquela pequena cidade que os viajantes estrangeiros que por aqui passavam - entre os quais Mawe, Saint-Hilaire, Kidder e Fletcher, descreviam como sendo excessivamente modesta, parca de recursos, triste e feia...
Em 1840, falam as velhas estatísticas, havia, em São Paulo, apenas 1.834 lares; mais adiante, em 1872, viu-se humildemente colocada, apesar de ter aumentado o número de seus moradores, em 10º lugar entre as cidades brasileiras. Mas, daí em diante, a cidade começou a crescer vertiginosamente. Em 1887, já havia, nela, 7 prédios, e, um pouco mais tarde, em 1890, o recenseamento acusou população de 65.000 almas, o que significa que foi duplicado, em apenas vinte anos, o número dos seus habitantes.
Esse teor de crescimento da capital bandeirante prosseguiu desde então, superando diversas etapas de crises econômicas e políticas, em admirável crescendo, até aos dias atuais, em que o seu nível demográfico é impressionante, acusando uma população de 2.700.000 almas; isto a torna a segunda cidade da América Latina e a primeira do Brasil.
A gravura acima apresenta um aspecto bem típico da metrópole paulistana dos dias de hoje. É uma vista parcial da colina onde ela foi fundada há quatrocentos anos, agora com os seus imponentes arranha-céus que atestam a sua pujança.
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