A rua Florêncio de Abreu (1895)

Esta rua, uma das mais antigas da cidade, quase tôda de aterros e cortes, constituía, nos primeiros tempos, a única via de comunicação entre o largo
de São Bento e os célebres campos do Guaré (bairro da Luz).
Foi mandada abrir entre 1782 e 1786, por ordem do então Gapitão-General Dom Francisco da Cunha Menezes; recebeu, nessa ocasião, o nome
de rua Manoel Carlos. Mais tarde, passou a chamar-se rua da Constituição e, finalmente, Florêncio de Abreu.
A tradicional rua, no último decênio do século XIX, era ainda a via
natural para todos os que demandavam a estação da Inglesa e, por isso,
apesar de ainda predominarem os prédios residenciais, nela se haviam estabelecido diversas fábricas, entre as quais as fiações de algodão do Major Diogo Barros e do sr. Kovarik, a Tipografia Seckler e a Fábrica de Carros Messemberger. Também ali funcionavam algumas instituições importantes: a Escola Alemã, o Colégio de D. Maria do Amaral, um clube ginástico alemão, o Deustcher Turn-Verein São Paulo e a Igreja Alemã Unida Luterana-Calvinista.
A nota mais típica da rua era, porém, dada pela localização, ali, das oficinas dos ferradores de muares, bem como das cocheiras que alugavam carros e cavalos; destas cocheiras, a mais afamada era a Duchein, cujo portão de entrada se assinalava por vistosa ferradura.
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