O Pátio do Colégio (1895)

O pátio do Colégio é as célulá-mãe da cidade de São Paulo. Ali, em 1554, os jesuítas ergueram, em frente à cruz tosca, as paredes de pau-a-pique da primeira igreja e colégio de São Paulo de Piratininga. E, na radiante manhã do dia 25 de janeiro, foi celebrada a sua missa inaugural. Em cumprimento às ordens régias, no ano de 1560, ali se plantou o pelourinho, transportado pelas gentes de Santo André da Borda do Campo. E, em torno da cruz e do pelourinho — símbolos da obra religiosa e da civilização portuguesa - enraizaram-se as tradições, os usos e os costumes dos povoadores. Em 1585, o colégio já era um edifício assobradado; somente quase cem anos depois é que os jesuítas puderam concluir o edifício definitivo da igreja. Durante dois séculos, no pátio do Colégio se concentraram várias das atividades da vila, até que, em 1759, com a extinção da Companhia de Jesus e a expulsão dos padres, tudo se modificou. Seis anos mais tarde, o edifício do Colégio foi transformado em Palácio do Governo. No regime imperial, sendo governador da Província de São Paulo o dr. Florêncio de Abreu (1881), foi derrubada a ala transversal do antigo colégio, e transformada a fachada deste ao gosto da época. Em 1886, o Conselheiro João Alfredo, então à testa do governo, ordenou a construção do jardim com grades ao redor.


Nasce uma Metrópole - SÃO PAULO ANTIGO

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