A velha Sé de São Paulo (1900)

Em 1744, como ameaçasse ruir a primitiva igreja matriz de São Paulo, cujas obras tinham sido iniciadas nos primeiros anos da fundação da vila, foi deliberada a sua demolição. No ano seguinte, no mesmo local, começaram a abrir os alicerces da segunda Sé, aquela que chegou até aos primeiros tempos do nosso século.
Esse templo paulistano, depois de terminado, apresentava todos os característicos das nossas construções coloniais com uma única tôrre. quadrada, sinos à mostra e brasões imperiais. Nela trabalhou, resolvendo o problema da estrutura da tôrre, um pedreiro ou mestre-de-obras mestiço, alcunhado "Tebas", homem de rara habilidade c competência, cujo apelido se guindou na época, à categoria de sinônimo de "homem capaz".

Em 1900, o largo da Sé já era o coração da cidade.
Ali se situavam vários cafés, botequins, casas de pasto etc. Junto à parte lateral da igreja, aquela ocupada pelo Cabido da Cúria, havia ponto de estacionamento de carros de praça, cujos cocheiros, quase sempre italianos, passavam horas jogando intermináveis partidas de morra.
Em conseqüência do enorme surtode progresso por que passava a capital, em 1911, foi posta abaixo aquela velha igreja da Sé, dando lugar para a formação da praça onde, atualmente, está sendo terminada a Catedral.


Nasce uma Metrópole - SÃO PAULO ANTIGO

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