Em 1860, ano da foto, a atual Rua do Riachuelo chamava-se Rua da Santa Casa. Vê-se ao fundo um paredão de taipa onde hoje se inicia a Avenida Brigadeiro Luiz Antonio


A Brigadeiro em 1900. No espaço assinalado um ponto que aproximadamente a partir de 1902 se tornará um local de entretenimento. Hoje no lugar funciona o Teatro Abril


Em 1903, a atual Rua Santo Amaro se estendia em direção à Avenida Paulista.Depois esse trecho foi assumido pela Avenida Brigadeiro Luiz Antonio


A avenida Brigadeiro Luiz Antonio em 1911 próximo à Avenida Paulista


A Brigadeiro Luiz Antonio à noite, em 1931

Avenida Brigadeiro Luís Antonio

Havia, em priscas eras paulistanas, na atual rua do Riachuelo, centro da cidade, uma única e solitária casa, origem do primitivo nome da via: rua da Casa Santa. Era naquela casa que os religiosos franciscanos, com convento onde hoje está a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e proprietários de toda área em torno, davam comida e esmolas aos pobres — e assim a construção passou a ser chamada de Casa Santa.
A Casa Santa funcionou até 1828, e anos depois aquelas terras foram vendidas ao comendador Vicente de Sousa Queiroz , o Barão de Limeira, que as transformou numa propriedade conhecida como Chácara do Barão de Limeira. Em 1865, o barão, na ocasião vereador à Câmara Municpal, cedeu o terreno para a ampliação da rua da Casa Santa até o largo do Bexiga (hoje praça da Bandeira).
Menos de trinta anos depois, a 16 de maio de 1894, também num terreno cedido pela Chácara do Barão de Limeira, foi aberta a avenida Brigadeiro Luís Antonio (nome que homenageava a memória do pai do barão, Luiz Antonio de Souza Queiroz). O barão já morrera há tempos, e coube à sua viúva, a Baronesa de Limeira assistir à cerimônia de inauguração da nova avenida, abençoada pelo cônego arcipreste, dr. João Jacinto Gonçalves de Andrade.
Tema para trocadilho de paulistanos antigos, mas nem tanto, a Brigantônio Luís Andeirocaminhou rápida. Entre 1902 e 1903, abrigou uma praça de touros, num lugar que a partir de então sempre serviu para centro de diversões (atualmente, o Teatro Abril). Perto daquele ponto a nova avenida iria encontrar a rua Santo Amaro que, então se estendia até a avenida Paulista.
Primitivamente a rua Santo Amaro fora chamada rua Verde e, depois, do Curral, por passar junto ao matadouro da cidade. Ganhou seu nome atual porque era parte da antiga Estrada de Santo Amaro, cujo trajeto avançava pelo espigão da hoje Avenida Paulista. Em 1906, aquele trecho da rua Santo Amaro foi absorvido pela Brigadeiro Luís Antonio.
Ainda nos rastros da Estrada de Santo Amaro, surgiu a rua Caguaçu, como continuação da Santo Amaro, depois da avenida Paulista. No seu avanço, em 1908, a Brigadeiro Luís Antonio engoliu a rua Caguaçu.
Caguaçu não nomeava só a rua, mas o bairro também, situado entre o Paraíso, Vila (hoje, Jardim) América, avenida Paulista e a chamada Baixada de Santo Amaro. O nome, legado por um morro, já abrangera uma velha região maior, conhecida também, desde o século XIX, por Mato Grosso e do qual surgira, entre outros o bairro de Vila Mariana.
Adentrando as terras do velho Mato Grosso, a avenida Brigadeiro Luís Antonio não tardou a chegar ao seu destino e atingiu, em poucos anos, a antiga Estrada de Santo Amaro.(Depois, a parte da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio do Ibirapuera em diante, passou a chamar-se Avenida Santo Amaro)
Algumas das primeiras casas comerciais da nova avenida foram a Marmoaria Belpiede, a Alfaiataria e Oficina de Costura N. Spilotro, a Alfaiataria Celestin, "confecção a capricho", do sr. Celestino dal Secco e a Casa Editora Musical Brasileira de Compassi & Carmin. A era das gravações ainda não chegara e a firma Compassi & Carmin supria a lacuna, com "uma oficina completa para a impressão de música"...

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