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Avenida Paulista
Inauguração da avenida Paulista — Pastel de Jules Martin
Com a sua inauguração, a 8 de dezembro de 1891, a Paulista ofereceu aos paulistanos um lugar de onde eles podiam contemplar a sua cidade a seus pés. No trecho antes ocupado por um trilha — caminho de bois destinados ao sacrifício no matadouro de Vila Mariana —brotara repentinamente uma moderna avenida de 2.800 metros.
A Paulista começou a nascer, em 1890, com a compra de vários terrenos juntos àquela trilha, chamada de rua Real Grandeza (não oficializada), que se localizava no antigo bairro da Bela Cintra. O empreendedor imobiliário Joaquim Eugênio de Lima, associado aos capitalistas, José Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia,adquiriu inicialmente dois terrenos, o primeiro entre as ruas Monte Alegre (hoje, Itapeva) e Paim (atualmente, Frei Caneca), e o segundo, na esquina da rua Real Grandeza com a rua Augusta. Ambos os terrenos pertenciam ao sr. José Coelho Pamplona e sua mulher, Maria Vieira Paim Pamplona.
Em seguida, foram comprados, de Mariano Antônio Vieira e sua mulher Maria Izabel Paim Vieira, mais dois terrenos localizados em ambos os lados da rua Real Grandeza, e limitando-se, de um lado com a rua Pamplona e de outro com a rua Santo Amaro (hoje, avenida Brigadeiro Luís Antonio). O trio de empreendedores adquiriu ainda a Chácara Bela Cintra, propriedade de Cândido Moraes Bueno, na rua da Consolação, com frente para a rua Real Grandeza.
Com 30 metros de largura, a Paulista seria a avenida mais larga da cidade de então. Marcou sua inauguração um lanche às autoridades oferecido por Fernando de Albuquerque, dono das terras do bairro do Bexiga, em sua casa à rua Santo Antonio. O público em geral foi recepcionado com uma grande mesa de doces colocada na esquina da Paulista com a atual avenida Brigadeiro Luís Antonio.
A nova avenida ganhou iluminação imediatamente. Chegou também o policiamento, tendo Joaquim Eugênio de Lima se encarregado do aluguel da casa para posto policial, na rua Frei Caneca. Entretanto, durante vários anos, as boiadas continuaram a fazer da avenida o seu trajeto, danificando constantemente as árvores que a ornamentavam.
Pensou-se dar antes à avenida Paulista o nome de Prado de São Paulo ou Avenida das Acácias. Chamou-se ainda, entre 1927 e 1930, Avenida Carlos de Campos, homemagem (revogada sob protesto popular), ao governador do Estado durante a revolução de 1924.
Mais avenida Paulista
Veja também:
Joaquim Eugênio de Lima
Carlos de Campos
Revolução de 1924
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