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Avenida São João

Avenida São João num dia de Carnaval
Alerta ,alerta,
Vamos fazer revolução, mulata,
Nossa trincheira vem a ser, mulata,
Na avenida São João
No carnaval de 1933, os paulistanos já glosavam a sua revolução do ano anterior, cantando a marchinha de trôpegas letras com referência à avenida que então era seu orgulho. A pastora se transformara em rainha.
De Pastora a Rainha é o título de um livro do memorialista Cícero Marques. Pastora foi o nome dado por ele à São João, quando era uma rua. Transformou-se, segundo ele, em Rainha, ao passar, no de ano 1915, a avenida.
Nascera com o nome de Rua Nova de São João, em 1832. Ia, então, da altura da atual praça do Correio até as cercanias da atual alameda Glete, durante muito tempo reduto de marginais. Onde hoje é seu cruzamento com a Duque de Caxias, estendia-se a praça da Alegria, de que o atual largo do Arouche herdaria parte do território. Ali, um lodaçal intransitável e permanente praticamente interrompia a rua Nova de São João.
Tudo isso, porém, era passado em 1933. O tempo modificara a paisagem. E a frenética avenida São João transformara-se no nervo central de São Paulo. Chegado o carnaval, a São João apresentava o desfile dos blocos e dos foliões avulsos.
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São João boêmia
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