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Ponte do Acu

Ponte de Santa Ifigênia (mais conhecida como ponte do Acu), 1827. Ao fundo, a casa do Comendador Sousa Barros. Aquarela sobre papel, Jean-Baptiste Debret
O presidente da Província, em 1836, dirigiu um oficio ao presidente da Câmara Municipal com a solicitação da instalação de um portão junto à primeira casa da rua Nova de São José (hoje Líbero Badaró). O portão foi instalado próximo à Ponte do Acu para separar a cidade do campo. O fim da cidade ficava onde hoje está a primeira parte da avenida São João. Depois da atual Praça do Correio, onde a avenida continua, estava-se no campo.
Criada em 1809, a Freguesia de Santa Efigênia, que seria cortada pela futura avenida São João, tinha uma população rarefeita, com moradias afastadas uma da outra. Separava-a do núcleo central da cidade, cruzando o rio Anhangabaú, à altura da atual praça do Correio, a Ponte do Marechal, mais popularmente conhecida como Ponte do Acu, ou Ponte do Cisqueiro
Por Acu se designava a região hoje ocupada pela praça do Correio e adjacências. O nome Cisqueiro originara-se no fato que junto à ponte, próximo à esquina da atual rua Líbero Badaró, havia uma espécie de lixão. Ali se atirava tudo quanto é lixo, corpos de animais mortos em decomposição, e os tigres, barris com dejetos domésticos levados por escravos. Na época da Independência, as jovens de uma família que morava perto ficaram conhecidas na cidade como as “moças do cisqueiro”.
A Ponte do Acu foi construída quando governava a província de São Paulo o Marechal de Campo Frei Raimundo Chichorro da Gama Lobo (1786-1788). Por causa disso, recebeu o nome oficial de Ponte do Marechal. Feita em pedra, substituiu as instáveis pontinhas de madeira anteriores, sendo a primeira ponte estável sobre o rio Anhangabaú.
A 7 de abril de 1831, a Câmara Municipal mudou o nome de Ponte do Marechal para Ponte da Abdicação. No dia primeiro de janeiro de 1850, uma tempestade desabou sobre São Paulo, derrubando a Ponte da Abdicação que foi arrastada pelas águas do rio Anhagabaú. Reconstruída dois anos depois, o nome de Ponte do Acu foi-lhe oficializado.
Pela Ponte do Acu ,trafegavam os bondes puxados a burro, quando em 1872, esse meio de transporte foi introduzido em São Paulo. A ladeira entre a ponte e o largo de São Bento exigia mais reforço e, ao bonde, conduzido normalmente por uma parelha de burros, tinha que ser atrelada outra. A parelha suplementar ficava esperando a sua hora de entrar em ação, descansando à sombra dos bambuais da baixada do Acu.
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