Bailes

Queixava-se o poeta Álvares de Azevedo, em carta de 1844, que, nos bailes paulistanos, os mestres-sala, (encarregados de escolher as damas para os cavalheiros) como normalmente eram "velhotes", reservavam as melhores damas para eles próprios e para os seus amigos. Aos rapazes sobravam, assim, as "maduronas", ou as "meninas que só iam aos bailes por causa dos doces".
Talvez fosse apenas implicância de Álvares de Azevedo, sempre muito crítico a São Paulo. Mesmo assim, os bailes paulistanos da época ,parece, foram pouco brilhantes, se comparados aos do Rio. Além de poucos, eram eles, provavelmente, melancólicos, terminando mal chegava à meia-noite. As únicas exceções foram dois históricos bailes em 1846 comemorativos da primeira visita de D.Pedro II fez a São Paulo. Com o primeiro deles, seus promotores, os capitalistas da cidade, quiseram homenagear também a imperatriz D.Tereza Cristina Maria, realizando-o no dia do seu aniversário, 14 de março. O segundo, em abril, num sábado de aleluia, teve como palco um histórico casarão existente na esquina da rua Direita com a rua de São Bento.
Na décadas seguintes, as coisas melhoraram. Nas suas memórias, uma testemunha de então, dona Maria Pais de Barros contou que, por volta de 1865-1870, professoras de danças italianas ensinavam na cidade a valsa, a "schottish, a polca, a tarantela, o bolero e o solo inglês.


ÍNDICE DIVERSÕES - SÃO PAULO ANTIGO

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