Barão de Itapetininga

Quando morreu, a 11 de junho de 1876, Joaquim José dos Santos Silva, o Barão de Itapetininga, era um dos homens mais ricos de São Paulo. Ele foi o herdeiro do mestre de campo e brigadeiro Francisco Xavier dos Santos, seu tio, proprietário de uma vasta área dentro da cidade, que abrangia, entre outras, as terras das atuais ruas 24 de Maio, Barão de Itapetininga, Formosa, Dom José de Barros, Conselheiro Crispinano e adjacências.
Francisco Xavier dos Santos obtivera terras na região, pelo antigo sistema de concessão de datas e nelas começou, por volta de 1750, uma plantação de chá. A área então passou a ser chamado de Morro do Chá.
Conhecido primeiro como Chácara do Brigadeiro Xavier, o lugar passou a ser chamado de Chácara do Cadete Santos e, mais tarde, de Chácara do Barão de Itapetininga, quando ficou nas mãos do seu sobrinho.
José dos Santos Silva recebeu o título de Barão de Itapetininga por decreto imperial de 7 de maio de 1864. Ele foi credor e financiador de várias obras públicas, sendo a Câmara Municipal sua principal devedora. Apesar, porém, de sua imensa fortuna, o Barão de Itapetininga tornou-se famoso entre os paulistanos pela sua sovinice e espírito de agiotagem.

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