| A 16 de Novembro de 1889, um dia após a proclamação da República, a primeira página de A Província de S. Paulo estampou somente um gorro frígio com a exclamação em letras garrafais: "Viva a República!" |
Crises e bonançaO advento da república, trouxe à A Província de S. Paulo não só nome de O Estado de S. Paulo, mas também o enorme progresso financeiro. O novo título, durante os primeiros dois anos impresso em grandes letras góticas, embalava um jornal de quatro páginas e oito colunas que alcançara a tiragem de 7 mil exemplares. Dirigia-o agora o sr.Júlio de Mesquita.Os primeiros anos de bonança foram, porém, antecedidos por algumas crises, uma das quais, provocada por desavenças entre os sócios, só não levou a empresa a pique porque um deles, Júlio de Mesquita, conseguiu negociar um acordo. Pouco antes, centenas de assinantes portugueses haviam devolvido suas assinaturas, ao mesmo tempo que comerciantes portugueses retiravam seus anúncios do jornal, ofendidos por alguns artigos julgados insultuosos à comunidade portuguesa. Durante todo esse tempo, a sociedade passou por várias modificações. Em 1888, Júlio de Mesquita assumiu a gerência, fazendo simultaneamente parte da redação. Começa então a era da prosperidade. A partir de 1890, a parte da renda deixa de vir das assinaturas para concentrar-se na publicidade. Para marcar os novos tempos, o jornal mudou sua redação em 1906 para um prédio de cinco andares, onde hoje é a Bolsa de Valores. De lá, um engenhoso sistema de pneumáticos levava os originais dos redatores para as oficinas localizadas na rua 25 de Março. |