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Carros fúnebres


Carros fúnebres de 1918, onde os mortos eram levados com pompas

Lida num cartão de visitas, hoje em dia, a profissão de Joaquim Marcelino da Silva poderia causar arrepios: "empresário de transporte de cadáveres". Ele, entrentanto, nem estava aí, quando a Câmara Municipal de São Paulo abriu licitação para o serviço de transporte fúnebre paulistano em 1857.
Joaquim ganhou a concessão e o título que ela trazia. Mais do que isso. Ganhou muito dinheiro. Antes dele, não havia necessidade de carros para tal tipo de atividade. Levava-se o falecido à força dos muques para os locais dos enterros, terrenos junto às igrejas. Foi só quando se inaugurou o cemitério da Consolação, o primeiro da cidade é que se pensou no "privilégio" (assim se chamava a concessão) do transporte fúnebre.

Alguns tentaram fazer concorrência a Joaquim. Ele protestava veemente, afinal o privilégio era só seu. Um dia, porém, a morte transportou Joaquim (não se sabe se em carro seu). Escolheu-se outro empresário de transporte de cadáveres. Chamava-se Rodovalho. E, na cidade, a palavra Rodovalho servia de mote para piadas de humor negro.



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