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Carros fúnebres
Lida num cartão de visitas, hoje em dia, a profissão de Joaquim Marcelino da Silva poderia causar arrepios: "empresário de transporte de cadáveres". Ele, entrentanto, nem estava aí, quando a Câmara Municipal de São Paulo abriu licitação para o serviço de transporte fúnebre paulistano em 1857.
Alguns tentaram fazer concorrência a Joaquim. Ele protestava veemente, afinal o privilégio era só seu. Um dia, porém, a morte transportou Joaquim (não se sabe se em carro seu). Escolheu-se outro empresário de transporte de cadáveres. Chamava-se Rodovalho. E, na cidade, a palavra Rodovalho servia de mote para piadas de humor negro.
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