Brasil Cinema

Rua Barão de Itapetininga, década de 10 do século XX. Assinalado, o Cinema Brasil. No primeiro plano, à esquerda, sobrados pertencentes à Santa Casas da Misericórdia, no lugar onde seria erguido o prédio atual. À direita, o Teatro Municipal correspondia ao no.2 antigo da Barão de Itapetininga.

As cançonetistas Nella Berty e Marta Cotty cantaram várias canções na sala de espera. Era domingo, dia 6 de janeiro de 1915, e o Brasil Cinema reabria suas portas para uma matinê familiar, depois de uma ampla reforma. Em comemoração ao evento, houve profusa distribuição de bombons para as crianças presentes.
O Brasil Cinema abriu em 1909, na rua Barão de Itapetininga, n.12 antigo, (aproximadamente no.88 atual), fundos do futuro Teatro Santana, que ficava na rua 24 de Maio, onde hoje é a Galeria F. Monteiro. Naquele tempo também havia uma galeria no local, ligando as ruas 24 de Maio e Barão de Itapetininga, e o cinema localizava-se junto à galeria.
Em 1913, o Cinema Brasil, que também apresentava o maestro Armando Belardi, mais tarde famoso na rádio e televisão, mudou de nome para Scale Theatre. Tinha então duas salas (nos.12 e 14 da rua Barão de Itapetininga) o que lhe possibilitava exibir dois filmes simultaneamente, como aconteceu em agosto daquele ano, quando foram apresentadas, numa sala, o policial Protea e na outra,o drama Durante a peste.
O nome Brasil voltou a vigorar novamente para a casa, após aquela matinée de sua reabertura. No ano seguinte, outra mudança de nome, agora para Universal Cinema, e o desaparecimento, logo em seguida.
O primeiro cinema da rua Barão de Itapetininga, porém, surgiu em 1909, no número 44 antigo (logo depois da esquina com a Dom José de Barros) e chamava-se Ideal. De duração efêmera, pertencia a Gatti & Cia.



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