O Brigadeiro Jordão

Entre aquelas pessoas que aparecem ao lado de D. Pedro I, no famoso quadro de Pedro Américo sobre o momento de nossa independência, está o brigadeiro Manoel Rodrigues.
Segundo o que tudo indica, porém, naquele exato momento, o brigadeiro Jordão não estava ali. Como os documentos históricos registram, D. Pedro proclamou a Indepêndencia, na volta de uma viagem a Santos, na qual se fizera acompanhar de vários integrantes da Guarda de Honra, corporação honorária cujos membros podiam seguir voluntariamente o imperador em viagens e solenidades. Estranhamente ,porém, o nome do Brigadeiro Jordão, paulistano dos mais ricos de sua época, grande amigo de D. Pedro I, e também pertencente à Guarda Honra, não aparece na lista dos participantes da viagem.
"Se não estava presente, bem que poderia estar", deve ter pensado Pedro Américo ao incluir a figura do brigadeiro no quadro. Razões para pensar assim não lhe faltavam. Afinal, D. Pedro I, quando em São Paulo, alternou sua hospedagem nas casas do brigadeiro Jordão e de Antonio da Silva Prado, o Barão de Iguape (à época ambos moravam nos dois sobradões, um frente a outro, existentes nas esquinas da rua Direita com São Bento). Acresça-se a tudo isso o fato de que foi nas terras de uma propriedade do brigadeiro — a Chácara das Paineiras, no Ipiranga — que D. Pedro I proclamou a Independência.
Tamanha era a riqueza de Manoel Rodrigues Jordão que ele, com o seu dinheiro, supria os cofres públicos, em casos de necessidade. As cidades paulistas de Campos de Jordão e Tatuí floresceram em antigas propriedades suas.
Ele morreu em 1827, aos 49 anos.


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