onono
onono
ononoonono
onono
onono

Coliseu Paulista, esquina do Largo do Arouche com a então rua Maria Tereza, hoje avenida Duque de Caxias.

onono

Vila Buarque

High-Life — Primeiro cinema da Vila Buarque, fundado a 24 de dezembro de 1908. No Largo do Arouche, 65, numeração antiga, correspondente ao 317 atual, entre as ruas Rego Freitas e Amaral Gurgel. Logo depois e durante algum tempo, essa área do Largo do Arouche foi chamada de Praça Alexandre Herculano. No mês que o High-Life comemorou o seu primeiro aniversário, dezembro de 1909, seus ingressos funcionaram como brindes aos fregueses que fizessem compras acima de 8 mil réis, na loja Ao Paraíso das Andorinhas, à rua Marques de Itu. Da firma Heráclito Viotti & Vallim, o cinema passou depois para a Companhia Cinematográfica Brasileira (Serrador) e ainda para a D'Érrico Bruno. Com o nome mudado para Teatro Brasil (ou Cinema Brasil), chegou até o começo da década de 20.

Petit-Cinema — De efêmera existência, ficava na rua Marques de Itu, 50 e 50a (numeração antiga, correspondente ao atual número 392), próximo à rua Amaral Gurgel. Inaugurado a 23 de outubro de 1909.

Smart — Inaugurado um dia depois do Petit Cinema, 24 de outubro de 1909, pelo sr. Pedro Manielli. No número 94 (antigo) do Largo do Arouche, onde está à rua Frederido Steidel (na época, ainda não aberta) em frente ao High-Life. Passou em 1914 a chamar-se Teatro Guarani. Desaparecido antes de 1920, esteve sob controle de Francisco Serrador (Companhia Cinematográfica Brasileira) e da D'Érrico Bruno.

Odeon Cinema — Inaugurado a 7 de agosto de 1910, à rua Marquês de Itu, localização exata não identificada (Pode ter sido no mesmo endereço do Petit Cinema que, em janeiro daquele ano, fôra posto à venda).

Cinema Familiar — Na rua General Jardim, inaugurado em 1911, no número 57 (antigo), entre as ruas Amaral Gurgel e Dr.Vilanova. Com novos donos, os primos Jaime Franqueira e Joaquim Matos, em 1914, a casa passou a chamar-se Theatre-Cinema. Naquele mesmo ano, o Cinema Theatre sofreu um incêndio. Logo no início do seu trabalho, os bombeiros encontraram evidências de que o incêndio fôra intencional. Os dois primos, descobriu-se posteriormente, recorreram a um expediente mais ou menos comum entre exibidores endividados na época: provocar incêndio em seus estabelecimentos para receber os seguros. O Cinema-Theatre já estava na mira da polícia. Dias antes, alguns dos seus vizinhos haviam registrado queixa sobre a exibição de fitas pornográficas de madrugada. Em 1915, a casa, novamente em outras mãos, voltou a funcionar, apenas durante alguns meses mais, com o antigo nome de Cinema Familiar.

Coliseu Paulista — Esquina do Largo do Arouche com a então rua Maria Tereza (hoje, começo da Avenida Duque de Caxias). Inaugurado a 5 de outubro de 1926, com a presença do Presidente (Governador) do Estado Washington Luiz e outras altas autoridades, apresentou-se o Circo Holdeln de Berlim. O maestro Armando Belardi regeu uma orquestra-banda de 20 professores. Anunciado como "o maior e o mais luxuoso teatro do Brasil, o Coliseu levou mais de quatro anos para ser construído pela exibidora D'Errico Bruno, Lopes & Figueiredo (sucessora da D'Errico Bruno e antecessora da Empresas Cinematográficas Reunidas). Servindo nos seus últimos tempos para comícios políticos e bailes carnavalescos, o Coliseu passou anos fechado para ser demolido no início dos anos cinqüenta. A parte final da área que ocupava no Largo de Arouche acolheu nos anos 60 o Cine Pigalle, sucedido pelas duas salas atuais do Cine Arouche, especializado em filmes de sexo explícito.


VOLTA - PRÓXIMA
Esta página foi produzida por Maturidade Vídeo e Editora