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Butantã
À direita, Butantã e Morumbi, 1930.
Ao centro, ponte da rua do Comércio
(Butantã) sobre o rio Pinheiros
Charretes e taxis levavam os excursionistas, vindos pelo bonde 29 ao largo dos
Pinheiros — ponto extremo da cidade — até a sua verdadeira meta, o Instituto
Butantã. Tratava-se de uma belíssima excursão de auto, comentavam os amantes do
turismo. Havia uma boa estrada de rodagem, diziam, e para os não motorizados,
alugavam-se "trolleys" no largo, bem onde hoje está um posto, próximo a moradia
do sr.Patuska, à sombra de jabuticabeiras que avançavam pela atual rua Butantã
Anos depois, as jardineiras, espécie de micro-ônibus primitivos, complementavam
as opções de transportes.
Cobras
Na foto, várzea do rio Pinheiros, junto à rua Pirajussara, Butantã, anos 60.
No Instituto, podia-se ver o "espetáculo único e emocionante da luta entre a
cobra muçurana, inofensiva e outra de espécie venenosa como a jararaca,cascavel
etc..."O acesso aos vibrantes shows ofídicos dava-se por um caminho estreito,
com poucas casas, muito mato e algumas olarias, que viria a ser a atual avenida
Vital Brasil.
Cenário
Rua Alvarenga, perto da av. das Missões, anos 60
Toda a área do então perímetro rural do Butantã estava pontilhado por olarias.
E quase só. Um humilde casario assinalava o núcleo do povoado. Do outro lado da
ponte, as ruas de Pinheiros morriam no vazio em que se constituíam as várzeas
do rio. Entretanto, os trabalhos de retificação do Pinheiros terminam em 1943.
Um grande território fica disponível para o desenvolvimento. O cenário muda
rápido e radicalmente. Surge o processo de urbanização entre a rua Butantã e a
nova avenida Eusébio Matoso. Sobre o rio, uma ponte nova de concreto substitui
em 1962, a velha ponte de ferro. Separados burocraticamente no passado,
Pinheiros e Butantã afinal unem-se de novo, agora pela contiguidade urbanística.
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