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Com a CAC, mais população e comércio

Na década de 50, a Manchete, então uma revista de grande circulação nacional, fez uma reportagem sobre a aculturação da comunidade japonesa em São Paulo. A revista estampou uma fotografia do Clube Haway que reunia jovens da comunidade japonesa mostrando-os como integrantes da "geração-coca cola", expressão indicativa dos modismos da época e de "ocidentalização".

Oriental

Pinheiros era então o segundo "bairro oriental" de São Paulo (a Liberdade ficava com o primeiro lugar). Clubes, restaurantes, livrarias e outros estabelecimentos assinalavam a presença da grande comunidade japonesa, em franco crescimento devido à presença da hoje extinta Cooperativa Agrícola de Cotia- CAC.

Desenvolvimento

Inaugurada em 1927, a CAC impulsionou a população e o comércio de Pinheiros. O bairro, já na ocasião, graças ao mercado velho, era um polo de atração para um grande número de produtores japoneses com plantações em Cotia, Vargem Grande, Piedade, Embu, Itapecerica e outras localidades.

Cotas

Várias tentativas foram feitas antes por agricultores japoneses com o objetivo de fundar uma associação cooperativa. A CAC resultou da reunião de 83 produtores cuja sociedade por cotas comprou inicialmente uma área de dez mil metros quadrados — um terreno pantanoso — em frente ao mercado velho de Pinheiros. Foi a primeira cooperativa de produtores agrícolas do Brasil. Sua dissolução na década de 90 constituiu-se numa espécie de trauma no mundo dos negócios.


VOLTA - MEMÓRIA DE PINHEIROS

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