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O solo dos amores da marquesa com o príncipe, a carne, o teatro
"Residência solarenga, sob o seu teto acachapado de arquitetura colonial, cupido travesso fez diabruras", escreve o memorialista Afonso A. de Freitas, do solar que serviu de teto aos primeiros amores de D. Pedro I com a futura Marquesa de Santos.
De memória
Afonso de Freitas conheceu a casa em sua infância e como não houvesse nenhum registro fotográfico para lembrá-la pediu ao pintor Almeida Júnior para desenhá-la, indicando-lhes os traços que trazia de memória. A casa ficava no bairro da Liberdade, entre as ruas dos Ingleses (hoje rua São Paulo) e rua Moinho do Vento(continuação da rua Bonita que com aquela formou a atual rua Tomás de Lima). Erguia-se numa elevação de terra posteriormente arrasada e chamava-se Chácara dos Ingleses.
Rapidez
D. Domitila de Castro, mais conhecida por Marquesa de Santos morava no Caminho de Santos, depois, Estrada do Ipiranga, exatamente naquele solar, quando D. Pedro I passou apresssado a caminho de S.Paulo, logo após o seu grito de independência. Dias depois, suas passagens deixaram de ser tão rápidas.
A carne é verde
Sob o mesmo solo dos amores do príncipe com a futura marquesa, abriu-se bem mais tarde um depósito de carne verde (foto). Esse depósito, em 1914, serviu de embrião para o Teatro S.Paulo que funcionou como cinema e se finou na década de sessenta, junto com a sua praça hospedeira, a Almeida Jr.(antes Largo S.Paulo)
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