onononon
ononon

Biografia da Benedito Calixto

Bastava chover um pouco mais e os patos desciam para a sua festa na futura Benedito Calixto. "Era um buracão onde os patos se espraiavam", relembra dona Carmélia Cyrota, filha do sr. Júlio Cyrota, um dos primeiros proprietários de casas na praça Benedito Calixto.

Fechamento

A Benedito Calixto ameaçou não existir. Havia no lugar uma travessa particular estreita, ligando a Cardeal Arcoverde à Teodoro Sampaio. Por várias vezes, a travessa esteve para ser fechada ao trânsito público.

Praça

Em 1925, o dr. Cláudio de Souza, dono do terreno, ofereceu à Prefeitura uma faixa de 30 metros ao lado da rua Lisboa para que fosse feita à praça. Tratava-se de um terreno em depressão e para o grande aterro necessário trazia-se terra extraída durante a construção do estádio do Pacaembu. A 16 de abril de 1936, a Benedito Calixto oficialmente nasceu.

Relógio

Naquele mesmo ano, o jovem Dimas de Melo Pimenta, de 19 anos, foi morar com os pais no nº 165 da Benedito Calixto, um dos sobradinhos de um grupo que a nascente praça já ostentava. Dimas de Melo Pimenta, apaixonada por relógios, montou na garagem da casa, uma pequena oficina. A oficina evoluiu, mudou de endereço, já como uma pequena fábrica, e tornou-se o embrião da Dimep, a atual grande indústria de relógios.

Bonde

A linha de bondes, que chegara a Pinheiros muito antes da Benedito Calixto surgir, tinha uma só bitola, com três desvios, na Teodoro Sampaio. Um desses desvios ficava entre a praça e a rua Francisco Leitão.

Urbanização

Com 14 anos de idade, em 1950, a Benedito Calixto foi completamente urbanizada. Por essa altura, a praça já ultrapassava a 35 casas. O sr. Manuel Melo Pimenta continuava com as suas seis casas. Só a família Vicente de Azevedo possuía onze outras. O sr. Júlio Cyrota tinha 4. Havia ainda outros proprietários com duas unidades e a Matriz do Divino Espírito da Bela Vista era dona de uma casa. Construíram-se mais três: duas do sr. José Vaccarelli e uma do sr. Manoel de Almeida Filho.

Quermesses

E a Benedito Calixto, com suas quermesses, ia levando a sua vidinha. O tempo, entretanto, trabalhou implacavelmente contra ela. Chegou um dia em que a praça se encontrava abandonada, suja e deteriorada. Em 1984, começou um movimento popular para recuperá-la.

Buraco

Fez-se um concurso para um projeto de urbanização, escolheu-se o vencedor, mas com as reviravoltas políticas quase que a Benedito Calixto voltou a sua condição inicial de buraco. Na administração Jânio Quadros, um buraco surgiu no meio da praça e lá ficou vários meses aberto. Era idéia do prefeito construir banheiros no local.

Grita

Houve grita do pessoal da Associação de Amigos da Praça Benedito Calixto, presidida na ocasião por Maria Aparecida Auxiliadora. Derrotou-se a idéia dos banheiros e a 12 de novembro de 1986, começaram as obras que, em parte, seguiam as diretrizes do projeto de urbanização. O sr. João Clodomiro do Carmo, da Livraria Neon, onde o pessoal da Associação dos Amigos da Praça se reunia, achou que a reforma atendia parcialmente as reivindicações dos moradores.


VOLTA - SÃO PAULO ANTIGO

Esta página foi produzida por Maturidade Vídeo e Editora