Caminho do Mar

Escreveu José de Anchieta na sua Informação de 1585: "A Quarta vila na Capitania de São Vicente é Piratininga, que está dez a doze léguas pelo sertão e terra a dentro. Vão lá por umas serras tão altas que dificultosamente, podem subir nenhuns animais e os homem sobem com trabalho às vezes de gatinhas por não desempenharem-se, e por ser o caminho tão mau e ter ruim serventia padecem os moradores e os nossos grandes trabalhos."
Quando Martin Afonso e João Ramalho, em 1532, subiram de S. Vicente aos campos, onde 22 anos depois surgiria São Paulo, utilizaram trilhas abertas pelos índios, abandonadas logo depois da fundação da cidade.
Em 1555, João Pires, cognominado "O Gago", propôs-se a construir uma estrada entre São Paulo e S. Vicente, em troca da comutação de uma pena que lhe fôra imposta por ter matado um escravo. A este caminho referia-se Anchieta na Informação de 1585. E porque o próprio Anchieta o palmilhou várias vezes, ficou conhecido como o Caminho do Padre José. Era a primeira versão do Caminho do Mar, que teria outras versões e outros nomes, como a Estrada de Santos.


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