Sítio Paraíso

O Jardim Anália Franco ocupa terras que outrara pertenceram à Chácara Paraíso, do Padre Feijó, cuja conturbada história incluiu uma firme tomada de posição contra o celibato clerical. Dotada de uma casa "feita sobre taipas de pilão", segundo rezou seu inventário, a Chácara Paraíso, nos meados do século XIX, produzia tabaco, chá, plantas frutíferas e plantas ornamentais.
Segundo conta Jacob Penteado, no livro, Belenzinho,1910, o pe. Feijó construiu na chácara, uma capela dedicada a N.S. da Piedade ,"santa de sua devoção, onde, aos domingos e dias santificados, oficiava missa para os seus trabalhadores e escravos. Mandara também construir um mirante, do qual se descortinava um esplendido panorama".
Depois da morte do padre Feijó, as terras da Chácara Paraíso tornaram-se num imenso vazio até que em 1911, Anália Franco, escritora e educadora, comprou lá uma área para a construção da sede da Associação Feminina Beneficente Instrutiva, instituição criada por ela, dez anos antes.
Na década 70 passada, aquela entidade começou a lotear o terreno. Surgiram várias residências e o bairro tomou mais impulso ainda com a construção do CERET - Centro Educativo, Recreativo e Esportivo do Trabalhador.


CHÁCARAS E SÍTIOS - SÃO PAULO ANTIGO

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