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Sítio do Anastácio
O atual bairro do Anastácio originou-se do sítio do mesmo nome, também conhecido por Fazenda da Ponte, cuja plantação de chá, às margens do rio Tietê, impressionou o viajante norte-americano Daniel P. Kidder, em 1839. "A ordem era perfeita e lá havia pés de chá de todas as idades, de 1 a 10 anos", ele escreveu no seu livro Reminiscências de Viagens e Permanências no Brasil.
Nas proximidades da sede da propriedade, Kidder notou, havia belas plantações de mandioca, cana de açúcar, banana, café e algodão. O viajante, a convite do dono, tomou vinho paulista "puro suco de uvas cultivadas na fazenda, e que, segundo a opinião dos entendidos, era de fina qualidade", ressaltou ele. Na época, o proprietário do sítio tinha 86 anos e chamava-se Anastácio de Freitas Trancoso — daí o nome de sua propriedade e do bairro surgido nela.
Em 1909 a área foi vendida para César Scuvero e Abílio Francanello que a repassaram para a Cia. De Materiais de Construções de Daniel Mulquer. Por volta de 1925, um grande número de húngaros, russos e poloneses, fustigados pelas conseqüências da Primeira Grande Guerra, começou chegar a São Paulo e encontrou trabalho na Armour, grande frigorífico que se instalara no bairro. Criou-se a igreja de Santo Estevão, padroeiro da Hungria e o nome do santo batizou também o primeiro cinema ali surgido.
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