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Assinalado, a torre do Liceu Coração de Jesus, onde funcionava o cinema dos padres salesianos
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Campos Elíseos/LuzEdison Cinema — O sr Francisco Cirati inaugurou o seu Cine Mauá em setembro de 1908. A coisa até que ia bem, mas aí em 1911, nas proximidades surgiu um concorrente, o Cine Éden da rua São Caetano. Ao começar a perder freguesia para o rival, o sr. Cirati não hesitou. Montou uma bandinha e, à frente dela, despachava um grupo de portadores de placas luminosas com anúncios do seu "Edison Cynema" em direção ao Éden Cinema. Da comitiva fazia parte também um bando de garotos. Um dia, a bandinha parou bem em frente ao Eden e atacou a musiquinha Vem Cá Mulata enquanto a garotada jogava pedras no pessoal do Éden. Houve reação, com a generalização do tumulto. Apesar de tais expedientes, na batalha pela sobrevivência, o vencedor foi o cinema da rua São Caetano. O sr. Cirati retirou-se do ramo e virou alfaiate.Salão de Artes do Liceu — Alameda Glete, no Liceu Coração de Jesus. Em 1909 os padres salesianos resolveram montar um cinema e importaram um projetor Pathé de última geração. O cinema do Liceu inspirou alguns dos seus alunos a realizarem filmes o que tornou a instituição dos padres salesianos um centro pioneiro da produção cinematográfica paulistana. Chantecler — Rua General Osório, 77 (antigo), entre as ruas Santa Ifigênia e Visconde do Rio Branco. Da Serrador, inaugurado a 10 de novembro de 1909. Tinha 800 lugares, iluminação de 400 lâmpadas de 12 velas. Pavilhão dos Campos Elíseos — Largo Coração de Jesus. Era um barracão de propriedade do sr. Antonio Álvares Penteado. O cinema em 1910 foi transferido para outro prédio construído especialmente, na esquina da avenida Rio Branco com alameda Nothman. No dia 1º de fevereiro de 1912, mudou de nome para Teatro Rio Branco e passou às mãos da firma D'Errico & Bruno. Salão Te-Be — Largo dos Guaianases, número não identificado. Inaugurado a 4 de março de 1911, funcionava junto à confeitaria do mesmo nome Cinema Guaianazes — Largo dos Guaianazes, número não identificado. Em 1912, da empresa J. Perrone & Cia. Flor — Rua da Conceição, 5 ( antigo). Quando resolveu ser exibidor cinematográfico em 1912, o sr. Luís Lievore resolveu alugar uma casa já famosa como ponto de entretenimentos. No lugar abrigaram-se já há vários anos os Bilhares Franceses. A 17 de junho de 1902,os Bilhares Franceses, que estiveram um tempo fechados, reabriram com uma exibição do mágico Faure Nicolay. Exímio também no taco, Nicolay, em seus espetáculos de mágica recorria ao auxílio de um projetor de imagens. Entretanto, nas mãos do sr. Lievore a casa iria logo trocar de finalidades. O Cine Flor parece não ter sido muito rentável e seu dono não tardou em transformar o local numa escola. Central — Rua General Osório, 46 (antigo) corresponde ao número 188 atual. Viveu do final dos anos 10 até 1938. Propriedade de Dias & Lopes.
Astória — General Osório, 172. Numa terreno que se estendia do número 164 da rua até a área do Cine Central, a sra. Júlia Cristianini construiu o prédio do Cine Astória, inaugurado em 1939 e fechado no começo da década de 50. Atualmente,ocupa o mesmo espaço o Condomínio Júlia Cristianini.
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