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Cemitério da Consolação
São Paulo demandava um cemitério público geral, concluiu a Câmara Municipal em 1854.
Pensou-se primeiro em localizá-lo no Campo Redondo (hoje Campos Elísios), mas o lugar era muito povoado, alertou o engenheiro Carlos José Frederico Rath que sugeriu outro lugar, desabitado e muito distante da cidade.
Aceita a proposta, coube ao próprio dr. Rath o plano do cemitério e da capela. Em manifestação à Câmara, algumas pessoas protestaram contra o sepultamento em lugar "situado na beira da estrada de Sorocaba, ladeado de capinzais e vacarias".
Quanto aos capinzais e vacarias, tinham razão os signatários. O cemitério ia alojar-se nos pastos do sr. Marciano Pires de Oliveira que os cedera, em troca de indenização (pela cessão dos seus pastos, o sr. Marciano reclamou posteriormente à Câmara a troca de terrenos no Pacaembu que lhe foram negados).
De nada adiantaram os protestos e a 10 de julho de 1858 o novo cemitério foi oficialmente inagurado. Pouco depois, nomearam o seu primeiro administrador, sr. José Nepomuceno de Almeida.
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