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Chácara Bresser, por volta de 1860 |
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Chácaras da Meia-Légua
Quando em 1769, o território da cidade de São Paulo foi formalmente demarcado, mediante um documento (carta de sesmaria) conhecido como Marco de Meia Légua, colocaram-se quatro marcos nos pontos cardeais para assinalar a área da cidade: no lado da Penha, o marco recaiu num trecho da avenida Celso Garcia cuja região ganhou o nome de Marco da Meia-Légua.
Chácara de Antonio Teixeira de Carvalho
Localizada em frente ao Marco de Meia Légua. Em 1879, a Cia. Carris de Ferro prolongou sua linha de transportes da Paróquia do Brás até em frente à
Chácara.
Chácara Kirsten
Próximo ao Marco da Meia Légua, na esquina da rua Catumbi com avenida da Intendência (hoje Celso Garcia), no bairro do Tatuapé, em 1866, o orquidário da Chácara Kirsten tinha cerca de 500 espécies de orquídeas. Roberto Kirsten, dono da chácara, criou os mais belos orquidários de São Paulo. Kirsten morreu em 1905.
Chácara Bresser
O dr. Carlos Abrãao Bresser era um alemão que trabalhava para a prefeitura. Em sua homenagem, deram seu nome uma rua do bairro do Tatuapé. A Chácara Bresser, de sua família, começava à altura dessa rua e ia até a igreja de São João Batista. Na chácara, fazia-se um famoso licor.
Mme .Bresser a adquiriu por sete contos de réis, dos franciscanos, depois de ter residido na avenida Tiradentes.
Em 1890, inaugurou-se em São Paulo, o Mercadinho de São João (onde é hoje o Correio, na atual praça do Correio). Para lá se transferiu, então, a venda de legumes, frutas, leite, aves e ovos que se fazia na antiga rua das Casinhas (hoje, lgo. do Tesouro).Essa rua tinha esse nome porque lá os produtores rurais, cada um em sua casinha, vendiam gêneros alimentícios de suas propriedades. Com a abertura do novo mercado, todos abandonaram o local, menos Mme. Bresser, ativa concessionária de uma casinha que ali persistiu em continuar a vender os alimentos produzidos na chácara de sua família.
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