Chácara do Chá, 1887

Chácara do Chá

O paulistano mais rico do seu tempo não se incomodava de ir apanhar verduras no quintal de sua chácara para vendê-las em pequenos maços às donas de casas que se aglomeravam à porta de suas casas. Era ele o Barão de Itapetininga, Joaquim José dos Santos Silva, o dono da Chácara do Chá, sobre cujas antigas terras passa hoje o Viaduto do Chá. Quem o visse, todas as manhãs na dura faina de arrancar as verduras, e não o conhecesse, não imaginaria estar ali o homem de quem a Câmara vivia emprestando dinheiro a juros extorsivos. A Chácara do Chá a área que vai do Teatro Municipal (no, então, denominado Morro do Chá) até o Largo do Curro (praça da República). Abrangia também a rua Nova de São José (Líbero Badaró), largo da Memória (na Estação Anhangabaú do Metrô), rua do Paredão (Xavier de Toledo), Ladeira do Acu (a ladeira inicial atual da avenida São João) e a atual praça do Correio. Em 1876, os herdeiros do Barão mandaram abrir na Chácara do Chá, ruas Barão de Itapetininga, Cons. Crispiniano, 11 de Junho (D. José de Barros) e 24 de Maio. Formava-se o que chamaria de Cetro Novo de São Paulo, em contraposição ao Centro Velho, o núcleo original da cidade. A Chácara do Chá foi formada pelo Brigadeiro Francisco Xavier dos Santos, nos primeiros anos do século XIX. Chamou inicialmente Chácara do Brigadeiro Xavier. Alguns anos depois, seu sobrinho, conhecido então como Cadete Santos, herdou a propriedade. O nome de Chácara do Chá , que acabou também incorporado ao viaduto, veio depois, por causa da plantação já iniciada pelo brigadeiro Xavier.

Veja também:
Na formosa horta do barão


VOLTA - SÃO PAULO ANTIGO

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