Chácara de Martinho da Silva Prado (Chácara de d. Veridiana)

Boa parte do século XX chegou a conhecer ainda de pé, ao lado da igreja da Consolação, o casarão da chácara de Martinho da Silva Prado. Nos terrenos daquela grande propriedade foram abertas várias das ruas próximas.
A chácara abrangia uma área entre a atuais avenida Nove de Julho e rua D. Veridiana. Casada com Martinho da Silva Prado, dona Veridiana Prado se separou dele e o casal dividiu a propriedade em duas chácaras. A parte em que dona Veridiana foi morar, em 1889, abrigou a rua, mais tarde, batizada com seu nome, ficou conhecida como Chácara de d. Veridiana.
No outro extremo da Chácara de Martinho da Silva Prado, as nascentes do rio Saracura formavam Tanque Reiuno, que abastecia de água as religiosas do distante recolhimento da Luz .Por um conduto, que passava pelo Morro do Chá (lugar hoje do Municipal) e pela antiga rua Triste (av. Cásper Líbero), as águas do Reiuno chegavam ao Jardim Botânico, no Jardim da Luz dos nossos dias. O tanque serviu também ao famoso chafariz do Largo da Misericórdia. Pouco nobre eram as águas chegadas a este último. Durante o seu trajeto, o líquido deixava de ser precioso ao passar pelo rego a céu aberto, existente numa área onde retalhistas de carne atiravam todos os tipos dos detritos de bois.
O tanque do Reiuno ficava próximo ao atual viaduto Major Quedinho. Tornou-se conhecido, mais tarde, também, por Tanque do Bexiga. Foi dissecado e aterrado nos primeiros anos do século XX.


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