São Bento


A primeira fachada do cine São Bento,
1928, com cartazes de filme de
Valentino e Pola Negri. Na porta aparece o gerente
do cinema, Odilon de
Oliveira, um dos pioneiros da
exibição cinematográfica
paulistana

No dia 15 de setembro de 1928, o jornal O Estado de S.Paulo publicou um anúncio de página inteira sobre um novo cinema que São Paulo ganharia. Dias depois, no começo do mês de outubro, um jornalista do mesmo jornal descrevia entusiasmado ao seus leitores as características do Cine São Bento, na rua São Bento, nº.27 (aproximadamente à altura do nº 231 atual), inaugurado no primeiro sábado daquele mês.
Segundo o jornalista a casa tinha "construção moderna, de linhas direitas e simples, paredes simples, portas largas e acolhedoras". Ele também falava da "amplidão de ar, comodidade ,higiene" do São Bento, concebido dentro estilo arquitetônico Art Nouveu, em voga na época, com concepções "geométricas, sombrias, neutras, repousantes, agradáveis".
O filme Tristezas de Satanás-Demônio Tentador, de Adolphe Menjou marcou o nascimento do novo cinema, da Empresa Distribuidora de Cinema – EDC, representante de quatro pequenos estúdios norte-americanos: Goltram, Rayart, Steling e Hercules.
Durante uma crise ocorrida, em 1930, no mercado exibidor em São Paulo, por causa de falta de filmes novos para lançar, entretanto, o Cine São Bento fechou. Retornou, mais tarde, completamente reformado. Exibia filmes do distribuidor Issac Bernestein. Nos seus últimos anos, passou para o circuito Serrador. Fechou definitivamente nos meados dos anos 50.


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