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Comércio

Sempre houve casos de vendedores ambulantes, os mascates como se dizia então, que enriqueceram e se tornaram grandes empresários. O italiano Antonio Potrimoli mascateava pelas ruas de São Paulo Antigo e vendia todos os itens do seu estoque por 200 réis cada. Deram-lhe o apelido de 200 réis. Lá por 1870, Potrimoli abriu uma loja na rua Imperatriz (hoje XV de Novembro) e continuou vendendo todo o item do seu estoque por 200 réis. Um precursor do marketing comercial paulistano, sem dúvida.

Preço fixo

Muito tempos depois de Potrimoli, os mascates judeus que chegaram ao Brasil fugindo das perseguições anti-semitas na Europa penduravam nos braços semi-esticados as suas mercadorias. Havia uma loja famosa em São Paulo chamado O Preço Fixo. Imitando o linguajar arrevezado dos mascates judeus, algumas pessoas diziam que eles tinham muito dinheiro, pois eram donos do "preço fixo".

Desconveniente

Muito tempo antes de Potrimoli, os mascates já perambulavam pela Cidade de S.Paulo. Eles perambulavam já na Vila de S.Paulo e anteriormente no Arraial de S.Paulo. Em 1583, denunciava-se à Câmara que mascates vendiam no arraial fazenda a preço "desconveniente". O comércio era de troca a troca. Tudo valia. Carne, cera, boi, marmelada, até escravo. Essas moedas, porém, também escasseavam no arraial.

Grande comércio

Aqueles mascates chegavam ao arraial vindos de S. Vicente pela Serra do Mar. Carregadores índios garantiam o precário abastecimento. A marmelada alimentava grande comércio.


VOLTA - MEMÓRIA DE PINHEIROS

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