Freguesia da Consolação


Avenida Higienópolis, Freguesia da Consolação (1900)

São Paulo não existia ainda e o itinerário da atual rua da Consolação já servia de meio para que os viajantes indígenas atingissem estas plagas, vindos de regiões mais ao sul. Logo após o nascimento da cidade, seu tráfego aumentou, com viajantes em direção rumo à Aldeia de Pinheiros, criada pelos padres jesuítas, e à florescente cidade de Sorocaba. Provieram desse fato, dois nomes antigos ostentados pela Consolação: Caminho (depois Estrada) de Pinheiros e Estrada de Sorocaba. Chamaram-na também de Estrada Real.

Em 1800, à margem do Caminho de Pinheiros, construiu-se uma capela em louvor de N. S. da Consolação. Três anos depois, o nome da santa já batizava toda a região. Na época, São Paulo dividia-se administrativamente em freguesias e a Consolação passou a fazer parte da Freguesia de Santa Ifigênia.

O vertiginoso crescimento da cidade ia devorando as chácaras próximas ao seu núcleo original para transformá-las em ruas. Na Consolação, a partir de 1870, proprietários retalharam suas chácaras em obediência ao avanço da cidade. A 23 de maio daquele ano, a região ganhou autonomia, desligando-se da Freguesia de Santa Ifigênia, para tornar-se ela própria a Freguesia da Consolação. Em 1878, a Freguesia da Consolação tinha 3180 habitantes (3015 livres,165 escravos) e jurisdição sobre um vasto território que se estendia até o longínquo Pinheiros. Hoje, a Consolação compreende ainda os bairros de Higienópolis, Vila Buarque e Pacaembu.

Memória da Consolação

Memória do Pacaembu

Memória de Higienópolis

Memória de Vila Buarque


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