O crime da Galeria de Cristal

À esquerda de quem vai pela atual rua XV de Novembro em direção à praça da Sé, próximo à praça Antonio Prado e onde hoje está uma agência do Banco Itaú, existiu, no começo do Século XX, a requintada Galeria de Cristal. Era uma espécie de precursora dos shopping center, toda coberta de vidro, com seus três andares repleto de escritórios, lojas e o anexo do luxuoso Hotel Bela Vista.
Naquela noite de 1909, o policial pensou numa ocorrência comum, quando calmamente na rua, um homem pediu que o acompanhasse até o anexo do Hotel Bela Vista. Diante da atitude tranqüila do homem, o policial nem sequer estranhou ainda o seu pedido de segui-lo até o quarto. Ao abrir a porta, o seu espanto. Também tranqüila e friamente, uma mulher olhava o corpo de um jovem degolado.

História

Veio então a história. O homem que chamara o policial e a mulher do quarto haviam se casado na manhã daquele dia. Ao chegarem ao hotel para a lua de mel, a mulher revelara ao marido já não ser mais virgem. Fôra seduzida anos antes por um estudante de Direito, morador numa pensão, onde ela vivia com sua mãe. Revelou ainda a mulher que o seu sedutor acabara de formar-se.

Vingança

Arquitetou-se a vingança. Um fotógrafo da rua Direita expunha anualmente um quadro com as fotos dos formandos da Faculdade de Direito. No quadro, a mulher identificou para o marido o rapaz que a seduzira.

Filme

À época, os acadêmicos de Direito costumavam reunir-se em poucos pontos determinados da cidade. Não foi assim difícil para o marido localizar o rapaz e, com algum subterfúgio, atraí-lo para o quarto do hotel, onde os dois o mataram. "O Crime da Galeria de Cristal" virou inclusive um filme com o mesmo nome, produzido no Rio de Janeiro.

CRIMES FAMOSOS - SÃO PAULO ANTIGO

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