Danças de ruaJosé Amaro requereu licença à municipalidade para fazer, no dia 6 de janeiro de 1833,"danças de pretos no pátio do Rosário."Após as procissões religiosas, junto às igrejas de São Bento e do Rosário (onde hoje é a praça Antonio Prado), dançava-se congadas ,batuques, sambas e moçambiques. Portavam as dançarinas rodilhas de pano branco na cabeça, pulseiras de prata e, como colares, rosários de contas vermelhas ou de ouro. Também os rapazes, filhos de africanos, apareciam paramentados com gorros de lã e rosários cheios de bugigangas – dentes de onça, figas da Guiné, olhos de cobra, pacovás — para livrá-los na mandinga. Depois, escreve Antonio Egídio Martins, em seu livro São Paulo Antigo, o "rei" e a "rainha", com sua côrte, composta de grande número de titulares e de damas que se apresentavam muito bem vestidas, iam para casa dos primeiros, onde lhes ofereciam um jantar, mandando-se distribuir bebidas para os músicos."
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