Casamento à Prado

Sinônimo, praticamente de "quatrocentão", a palavra que designava, os orgulhosos descendentes das primeiras grandes família de São Paulo, os Prado, entretanto, não estiveram entre os pioneiros bandeirantes desbravadores. Antonio da Silva Prado, o primeiro de vários homônimos da mesma família, só chegou ao Brasil, vindo de Portugal, no início do século XVIII.
Pouco se sabe das origens de Antonio da Silva Prado em Portugal, mas pouco depois de chegado à nova terra, ele se casou com Felipa do Prado, esta sim, uma descendente de uma família tradicional desde o século XVI em São Paulo, e com muitos bandeirantes em sua história.
Com a morte de Felipa, Silva Prado voltou a casar-se, agora com Francisca de Siqueira Moraes, da restrita lista da alta classe paulista. Como casamento de tais tipos na época só se realizavam se o pretendente fosse considerado à altura, financeira e socialmente falando, é de se supor que o casamento anterior de Silva Prado servira-lhe como providencial degrau.
Assentara-se para os Prado a tradição de usar os seus casamentos como forma de acumular fortuna e prestígio. E sucederam as alianças endógenas objetivando preservar a riqueza, ou complicados arranjos matrimoniais em diferença a outra famílias que pudessem reforçar o prestígio social.
Neste último particular, revela-se especialmente emblemático o caso de Ana Joaquina, uma das filhas de Antonio da Silva Prado com a segunda mulher. Ela se casou três vezes e, com isso, estendeu os laço dos Prados a três das mais importantes famílias da sociedade paulista: os Morais Leme, os Queiroz Telles, e os Pereira de Queiroz.

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