Ergue e cai, ergue e cai

Lentamente, os vestidos perdiam o comprimento. Quando começaram a encurtar, em torno de 1915, porém, exigiram uma medida de moralidade. Aquele bocado de perna liberado não podia ficar à mostra, exigia alguma cobertura. Outro pretexto para elegância: botinha de verniz com canos amarelos ou cinzentos, de abotoar. O cano variava conforme o comprimento da saia.

Mudança

A moda dos anos 30, como a mostra a foto da mulher atravessando o Viaduto do Chá com a criança, em 1939, já era mais descontraída. Logo após a guerra, surgia também o pret-a porter que, de certa forma, democratizava o vestir feminino. As casas de moda, acompanhando o Mappin, desde 1938 já do outro lado Viaduto do Chá, vinham da rua Direita, São Bento e XV de Novembro, para as ruas Barão de Itapetininga e Arouche.

Tomara que caia

O cinema influencia o vestir, a música também. Inventam o "bolero", conjunto de casaquinho e vestido "tomara que caia". Tirava-se o casaquinho parecia que o resto ia desabar. O volume de tecido diminuia. Mais alguns anos e chegam a mini-saia e a frente única.



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