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Rua das Palmeiras - Estrada de Campinas
 Rua das Palmeiras, em direção ao bairro das Perdizes, 1900
Cogita-se que o leito da atual rua das Palmeiras tenha sido um trecho do caminho de Emboaçava, o reduto primitivo de enevoada história. Segundo velhos documentos, atingia-se à quase mítica paragem, — localizada, supõe-se, nas bandas de Jundiaí — por uma variante do Caminho de Pinheiros (hoje rua da Consolação), em direção ao atual largo de Santa Cecília.
A Estrada de Jundiaí, e, por extensão, de Campinas, sabe-se de concreto, começava no campinho onde, em 1861, erguer-se-ia a capelinha sob invocação de Santa Cecília. Desde pelo menos o final do século XVIII, encontra-se referência à estrada, cujo nome variava ao sabor do destino final do seu viajante: Estrada do Ó, do Anastácio, da Água Branca, mais tarde da Lapa, para Minas, para Mato Grosso...
 Rua das Palmeiras em direção ao largo do Arouche, aproximadamente 1929
Praticamente, fazia-se um semi-círculo para chegar até o começo da Estrada de Campinas. Subia-se pelo Caminho de Pinheiros, até à altura dos pastos que seriam ocupados pelo cemitério da Consolação, tomava-se a variante, passava-se pela chácara do sr .José Antonio Abranches (depois, de sua viúva) descia-se pela estrada do Pacaembu de Cima, atingia-se o caminho que virou a rua D.Veridiana, para finalmente, posicionar-se no começo da Estrada de Campinas, hoje o começo da rua das Palmeiras.
Por volta de 1830,surgiu uma rota alternativa.Foi quando se abriu a rua (hoje avenida) de São João ,a partir da ladeira do mesmo nome que lhe deu origem. Entrava-se para a estrada à altura do largo do Arouche, onde a rua São João se acabava.
Moradores em terras da Santa Cecília de hoje usavam aquela rua como referência ao seu endereço. Assim, o alferes Manoel de Campos Penteado, proprietário de uma chácara, provavelmente, entre as atuais ruas Sebastião Pereira e São João, anunciava, em 1857, o seu serviço de "alugador de cavalos", localizando-se na rua de São João.
O começo da estrada de Campinas estava dentro das Chácaras do Arouche e do Campo Redondo, marcando os limites entre as duas propriedades. Duas ruas, até hoje existentes: Sebastião Pereira, então rua e a rua das Palmeiras, abertas nos inícios do Século XIX, perfaziam parte do seu trajeto.
Ao ser aberto o largo da Perdizes, a rua das Palmeiras terminava nele. No começo da década de 30, inaugurou-se a praça Marechal Deodoro, ao custo de uma amputação da rua das Palmeiras.
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