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Futebol elegante

Só a garotada rica tinha bicicleta. Não havia quase garotada rica, não havia quase bicicleta. Isso até 1893. Começou aí a importação comercial de bicicletas. Respeitáveis damas e cavalheiros aderiram ao ciclismo. Construiu-se o velódromo.

Consolação

Onde hoje está a rua Nestor Pestana, torcia-se para os times de futebol. Jogadores e público em trajes elegantes. Ali, era o velódromo que, além do ciclismo, natação e atletismo, acolhia também o futebol, jogo ainda de elite.

D.Veridiana

Toda uma grande área adjacente à igreja da Consolação pertencia à família Prado, chefiada nessas alturas por d. Veridiana Prado. A igreja da Consolação e o velódromo ficavam dentro de suas terras. D. Veridiana morava na área, mas se mudou, deixando sua residência para uma instituição de caridade. Antonio Prado, filho de d. Veridiana, gostava de ciclismo e resolveu construir o velódromo.

Paulistano

No velódromo, jogava o Paulistano, o time de elite. Escreve Jorge Americano no livro São Paulo Nesse Tempo: "Muitos clubes 'de várzea' foram deixando de ser 'de várzea'. Entravam nas competições com os grã-finos. Depois os grã-finos se retiraram. Desapareceram os amadores e entraram os profissionais. Não foi de um momento para outro, foi aos poucos. Certo industrial cujos operários em maioria, torciam para determinado clube, contratava como empregado, um excelente jogador, ganhando o colosso de dois contos por mês, com função que não exigia freqüência. O novo empregado passava o mês inteiro treinando, e a cada termo comparecia para receber o salário. Depois, passou-se diretamente ao contrato dos jogadores pelos Clubes e instituiu-se o profissionalismo."



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