onononon
ononon

Magazine

Esquina onde funcionou, primeiro a
casa Garraux, depois, o Café Girondino

As lojas em São Paulo, até meados do século XVIII, eram poucas e com vitrinas mal arrumadas, contrastando com o Rio de Janeiro. Foi por isso que, em 1860, ao abrir-se a Casa Garraux, na rua XV de Novembro, "os paulistanos acreditaram sonhar", no depoimento de um paulistano da época.

Magazine

Nos finais da tarde, a Casa Garraux reunia os intelectuais da cidade pois teoricamente era uma papelaria. Mas era muito mais. Ostentava todas as características do que se costumava chamar de "magazine" — vendia tudo: livros, objetos de escritório, feijão, arroz, batatas, finos vinhos franceses.

Fachada

A Garraux nascera na praça da Sé frente para a rua Direita, mesmo lugar onde mais tarde viria a se instalar igualmente um tradicional ninho de intelectuais, o Café Girondino. Depois, mudou-se para rua XV de Novembro (ainda, rua da Imperatriz), ocupando um prédio de construção típica portuguesa. Tinha ampla fachada de mármore, porta central e duas grandes vitrinas laterais.

Envelope

Na Garraux, o envelope foi apresentado aos paulistanos. Até então, escreviam-se as cartas em folha dupla de papel — "papel de peso", dizia-se — e a segunda folha era dobrada de modo a capear a correspondência.



Esta página foi produzida por Maturidade Vídeo e Editora