Grã-finos de porão

Em chácaras paulistanas, difundiu-se o chalé de um andar provido de um alpendre coberto para o qual davam janelas e portas. A presença dos mestres de obras italianas começaram também a apagar mais essa marca da arquitetura paulistana. Os chalés, entretanto, voltariam.

Porões

As autoridades determinaram a cimentação dos porões. Modificou-se a construção das casas, feitas agora com porões de 2m a 2,40 de pé direito, o que os tornava habitáveis. A casa térrea tornou-se um verdadeiro sobrado e surgiu a expressão "grã-fino de porão".

Descida do morro

A fusão e conciliação de estilos do passado, o falado ecletismo que chegara atrasado ao Brasil e já cansara os europeus continuou por bons ano do século XX. A avenida Paulista tornou-se o símbolo desse ecletismo que acentuava-se com a vinda para o local dos imigrantes "novo-ricos. É o "carnaval arquitetônico". Os paulistanos quatrocentões desceram o morro do Caaguaçu, que há não muito haviam escalado, em direção aos jardins.

Importação e restauração

Revive o chalé, na sua versão de dentro de um jardim, dentro dos jardins. Segue-lhe a réplica da casa de campo dos ingleses na Índia, o bangalô, com suas janelas arredondadamente salientes na face em que davam para a rua. Importam-se estilos, restaura-se o colonial brasileiro. É o "carnaval arquitetônico" que se espalha.


VOLTA - PRÓXIMA

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